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♾️ Subscrição
Equipa imobiliária a trabalhar com dashboards digitais

Grupo Imobiliário: -€84.000/Ano ao Substituir Freelancers Por Subscrição Ilimitada

A Alva Imobiliária é um grupo nacional com 9 agências distribuídas entre Lisboa (caso real — dados alterados por NDA), Porto, Coimbra, Braga e Algarve. Fatura cerca de €7M por ano em comissões, com cerca de 90 consultores e uma estrutura central de 12 pessoas — administração, marketing, back-office e IT. O CFO, António Fernandes, enfrentava um dilema comum em empresas de média dimensão: a necessidade constante de pequenos e médios projetos digitais (página de listing, landing page para angariação, integração com portais, dashboard de desempenho por agência, microsite de evento) era grande o suficiente para justificar uma equipa interna, mas a variabilidade do pipeline tornava difícil justificar a contratação permanente de developers. O compromisso habitual eram freelancers ad-hoc — e estava a custar caro.

O Cenário Antes: O Caos dos Freelancers Ad-Hoc

O António fez as contas num fim de ano. Em 2024, a Alva Imobiliária tinha gasto €118.400 em serviços externos de desenvolvimento web, design, automação e integrações. O dinheiro tinha ido parar a 14 prestadores diferentes, entre freelancers individuais, pequenas agências e consultores pontuais. A distribuição era claramente irregular: três projetos tinham consumido mais de €45.000 sozinhos, vários projetos mais pequenos ficavam por €1.500–€5.000.

O problema não era só financeiro. Era operacional. Cada novo projeto começava com um briefing de raiz porque o prestador anterior "já não estava disponível" ou "tinha ficado mais caro". Cada nova pessoa levava semanas para entender o negócio, as marcas, os processos, o tom de voz. E a qualidade variava imenso — alguns entregas eram brilhantes, outras medíocres, algumas simplesmente incompletas quando o prestador desapareceu a meio do projeto.

O António identificou outro custo menos visível: o custo de gestão. Ele próprio, ou a chefe de marketing, gastavam entre 8 e 12 horas semanais a gerir estes prestadores — procurar novos, fazer briefings, recolher feedback, pagar faturas. Se valorizasse este tempo a €60/hora (valor interno conservador), isto representava mais €30.000/ano ocultos. A conta total real rondava os €148.000/ano.

A Estratégia: Substituir Ad-Hoc Por Equipa Dedicada Flexível

Fase 1: Diagnóstico do Pipeline de Pedidos

Antes de propor qualquer modelo, analisámos com o António o pipeline efectivo dos últimos 12 meses: tipo de projetos, volume, urgência, complexidade. Categorizámos os 37 projetos executados em 2024 por tipo: 14 páginas de listing, 6 landing pages de angariação, 4 integrações com portais (idealista, imovirtual), 5 dashboards internos, 3 automações de email, e 5 projetos maiores (microsite institucional, redesenho de site principal, apps de agente).

A análise revelou que o volume era previsível: cerca de 3 pedidos por mês em média, com picos de 5–6 pedidos em preparação de campanhas semestrais. Esta regularidade tornava a subscrição mensal viável — ao contrário do que seria para uma empresa com picos violentos e meses de zero actividade.

Fase 2: Migração Para Subscrição Ilimitada

A Alva Imobiliária contratou o plano PRO da Pro Digital Key (€2.800/mês, com o primeiro mês a €2.000). O modelo: pedidos ilimitados, um pedido ativo de cada vez, entregas prioritárias, equipa dedicada. Sem fidelização — pode cancelar a qualquer momento no fim do mês.

A primeira semana foi intencionalmente dedicada a onboarding: a nossa equipa conheceu as nove agências, as marcas regionais, os processos internos, as preferências estéticas, os KPIs que importavam. Este investimento inicial (~12 horas) foi depois amortizado ao longo de todos os projetos — porque a partir daí, cada novo pedido já começa com contexto.

Fase 3: Gestão de Fila e Previsibilidade

Configurámos uma plataforma de gestão de pedidos partilhada entre a Alva e a nossa equipa. O CFO, a chefe de marketing e os gestores regionais podem submeter pedidos diretamente, com nível de urgência, objetivos, referências e stakeholders. A fila é visível a todos — cada um vê o que está em progresso, o que está à espera, o que foi entregue.

Esta transparência transformou a dinâmica interna. Antes, os gestores regionais competiam pela atenção do António (único ponto de contacto com prestadores externos), o que criava priorização caótica. Agora, vêem a fila partilhada e podem negociar prioridades entre si baseados em factos — "este pedido do Algarve pode esperar 2 semanas, podemos subir a prioridade do de Braga".

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Fase 4: Entregas, Ritmo e Consolidação

Nos primeiros 6 meses, entregámos à Alva: 9 novas páginas de listing (uma por agência), 8 landing pages de campanha de angariação, 3 integrações (idealista, imovirtual, API interna de CRM), 2 dashboards (um operacional por agência, um executivo para o António), 4 automações de nurturing de leads, e 1 rebuild completo do site principal. Aos 12 meses, a quantidade total de outputs era superior à de 2024 — com qualidade visivelmente mais consistente.

Resultados Após 12 Meses

Os números fecharam o caso:

Custo direto: de €118.400 (2024) para €34.000 (2025) — uma redução de 71%. Os €34.000 correspondem a 11 meses × €2.800 + 1 mês × €2.000 do plano PRO com desconto de lançamento.

Custo oculto de gestão: de 8–12h/semana para menos de 2h/semana — redução de cerca de 82%. O António e a chefe de marketing recuperaram tempo equivalente a um mês de trabalho completo por ano.

Poupança total (direta + oculta): €84.000/ano quando comparada com a estrutura anterior. Em três anos de subscrição contínua, poupança acumulada projectada de €252.000.

Volume de entregas: 38 projetos em 2025 (vs. 37 em 2024) — ligeiramente superior, com complexidade média mais alta.

Tempo médio de entrega: projetos simples caíram de 14 dias (tempo médio com freelancers) para 6 dias. Projetos médios de 6 semanas para 3 semanas. Projetos grandes de 4 meses para 2 meses.

Qualidade: notas internas pós-entrega subiram de média 3,6/5 (com freelancers) para 4,7/5 (subscrição). A consistência é o factor mais citado.

Lições Para Empresas Com Volume Médio Contínuo

A primeira lição é que freelancers ad-hoc são a opção mais cara quando o volume é previsível. O preço por hora ou por projecto parece atractivo, mas os custos escondidos — re-briefings, perda de contexto, gestão, inconsistência — facilmente inflacionam o custo total em 40–50%. A matemática só favorece freelancers quando o pipeline é verdadeiramente esporádico (1–2 projetos por trimestre).

A segunda lição é que a subscrição funciona melhor para empresas que conseguem decidir prioridades internas. Se todos os pedidos são "urgentíssimos", o modelo de fila colapsa. A Alva conseguiu adotar precisamente porque o António e a chefe de marketing internalizaram a disciplina de negociação de prioridades — decisão, não urgência.

Conclusão

A Alva Imobiliária não só poupou €84.000 no primeiro ano como ganhou algo ainda mais valioso: uma equipa externa que conhece o negócio em profundidade, que responde com qualidade consistente, e que está presente indefinidamente (ou enquanto a subscrição se mantiver). O António descreve o modelo como "ter um CTO fracionado sem contratar um CTO". Para uma empresa que cresce mais depressa do que a sua capacidade de contratar talento sénior permitiria, este é um compromisso ideal — flexibilidade total, compromisso zero, qualidade máxima.

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